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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

ENTREVISTAS: Futebol é do povo


Jornalista investigativo inglês alerta para esquemas sujos da Copa de 2014 e defende mais transparência na organização do esporte no Brasil

Daniel Santini

daniel.santini@folhauniversal.com.br

Repórter investigativo há mais de 30 anos, o jornalista inglês Andrew Jennings gastou anos desvendando como a Federação Internacional de Futebol (Fifa) funciona. No livro “Jogo Sujo, o mundo secreto da Fifa: compra de votos e escândalo de ingressos”, publicado no Brasil pela editora “Panda”, ele apresenta o que apurou. Trata-se de uma história de arrepiar sobre os bastidores da maior organização esportiva do mundo. O trabalho, resultado da análise de pilhas de documentos e incontáveis entrevistas, é um alerta meticuloso e detalhado sobre como a Copa em 2014 no Brasil pode ser utilizada para corrupção e tramas sujas. Nesta entrevista exclusiva, ele defende que, mais do que celebrar o evento, a população deve estar atenta aos desvios de recursos públicos para cobrar as autoridades.



1 – É preciso jornalismo investigativo na Copa?
O futebol pertence ao povo e os recursos que o senhor Ricardo Teixeira (presidente da Confederação Brasileira de Futebol e do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014) recebe são impostos pagos pelas pessoas. Não faz sentido a copa ficar na mão de uma organização privada. Além disso, o senhor Teixeira não inventou o Pelé, o Ronaldo. Esses atletas vêm do povo e o povo tem direito de saber o que acontece. Toda sociedade é mais saudável se houver transparência.


2 – Como podemos ter mais transparência na copa?
Podemos pedir ao senhor Teixeira que coloque todos os documentos sobre a Copa do Mundo na rede mundial de computadores. É só escanear tudo, todos os documentos, todos os salários, todos os bônus, todos os contratos. Aliás, como esses cavalheiros viajam? Na parte de trás dos aviões como nós? Eles nem sabem que existe esta parte no avião. Na verdade, Ricardo Teixeira nem sabe como é viajar desta maneira porque só viaja em jatos privados. Nós temos que trazê-los de volta para terra.


3 – Há jornalistas que se comprometem com acordos comerciais e não fazem perguntas. Que pensa disso?
Quem é um jornalista, tem um bom coração e se preocupa em entender como a sociedade funciona, precisa fazer perguntas. É preciso levantar a mão e questionar: “Desculpe, eu pago impostos, porque estamos construindo este estádio novo?“


4 – Em 2006, Teixeira dizia que a copa seria bancada pela iniciativa privada. Até agora, 98% dos investimentos previstos são verbas públicas. Como vê isso?
Eles mentem. Pessoas como Ricardo Teixeira tentam fazer os brasileiros de trouxas. Ele está consciente da paixão do povo pelos jogos, consciente de que existe preocupação do Brasil em que o evento não seja um desastre, então diz desculpem, mas vocês vão ter que pagar taxas. Ele nunca vai pedir para as pessoas pensarem sobre isso, mas é preciso pensar. O Brasil não precisa da Copa do Mundo para ser reconhecido. Nas últimas décadas o País tem sido visto cada vez mais como independente e importante e não é pelo o que Romário ou Ronaldo fizeram.


5 – Como vê Teixeira como coordenador da copa?
Se ele for mesmo o responsável pela copa sabemos os desastres que virão. O dinheiro desaparecerá e não teremos os estádios prontos, os aeroportos, os transportes, a infraestrutura. Eles ficarão com o dinheiro, mas não com a responsabilidade. E, no fim, em vez de dizerem que o Brasil é maravilhoso, os visitantes farão críticas e dirão que os brasileiros são preguiçosos.


6 – A copa é sempre organizada com verbas públicas?
A exceção talvez seja a da Alemanha, que tem uma sociedade rica e já tinha a maioria dos estádios e uma rede de transportes muito boa. Mas em geral é assim. Na África do Sul, meu Deus, como eles foram ludibriados por esses criminosos.


7 – Mas não há retorno financeiro para o país-sede?
É como um estupro. Eles dizem que haverá retorno, que tudo será pago, fazem promessas bonitas e os países cedem. Depois de se aproveitar, vão embora deixando estádios que não eram necessários e gastos que poderiam ser utilizados em investimentos sociais. Não escrevem e nem telefonam.


8 – Qual seria a solução?
As pessoas que ganham dinheiro poderiam pagar pela competição. Olhe os lucros da televisão, olhe o lucro do marketing gerado com a copa. Esse é um dinheiro deixado para o país? Será mesmo? E existe a necessidade de mais estádios? Ou será que quem vai ganhar não poderia bancá-los?


9 – O futebol não é um negócio privado então?
Como é isso? Futebol é privado, mas temos políticos apoiando com verbas públicas o senhor Teixeira? Não. As pessoas precisam entender que o senhor Teixeira controla um grande número de políticos e de clubes grandes. Isso é revoltante. Esse tipo de relação precisa acabar. As pessoas têm que ser livres para fazer suas próprias decisões e participar. Futebol não é um negócio privado, é algo público.


10 – A maioria dos dirigentes de futebol permanece no poder por muito tempo. O que pensa disso?
Vejamos o caso de Joseph Blatter (presidente da Fifa). Ele é presidente porque 186 homens votaram nele. Não foram as pessoas que gostam de futebol. Eu não votei, você não votou. São esquemas de poder e é preciso bons repórteres para desvendá-los. Contem as histórias, publiquem na internet, vamos discutir isso. A copa é do povo, não do Ricardo Teixeira. É preciso que as pessoas tenham acesso ao conhecimento para discutir.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

DEU NA WEB: Triste saída


Mestre da informática, Steve Jobs criou a empresa com a marca mais valiosa do mundo, ganhou fama e fortuna, tornou-se um dos homens mais poderosos e influentes. Agora tem de sair de cena para cuidar de um câncer no pâncreas

Gisele Brito e Kátia Mello

redacao@folhauniversal.com.br

Na manhã de 24 de agosto, Steve Jobs, declarou estar deixando a presidência da Apple – uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. Sem revelar detalhes em sua carta de demissão (com um texto simples, no qual assumiu já não poder mais atender às expectativas como presidente), ele se despediu e disse desejar continuar como funcionário da empresa que fundou na garagem da casa de seus pais adotivos. Na última aparição pública, em junho deste ano, Jobs já estava visivelmente mais magro. É de conhecimento mundial que ele luta contra um tipo raro de câncer no pâncreas desde 2004, já tendo passado por cirurgias e até por um transplante de fígado em 2009. Desde janeiro deste ano, Jobs estava afastado, mas agora a doença parece ter tomado dimensão irremediável em sua vida.


“Esse tipo de câncer neuroendócrino é raro, e a sobrevida de um paciente com esse diagnóstico é de 2 anos e meio a 3 anos. Se descoberto no início, pode ser retirado com cirurgia e curado. Ele causa desequilíbrios hormonais, perda de peso, dores abdominais, cansaço. Não conheço exatamente o quadro clínico de Jobs, mas, pelo que vemos na imprensa, ele já sofreu um transplante de fígado, que não adiantou, e a doença está em um estágio avançado”, explica a médica oncologista Raquel Riechelmann, do Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp).


Considerado por muitos um gênio da tecnologia, Jobs revolucionou a computação moderna diversas vezes. A primeira em 1977, quando lançou o primeiro computador portátil para uso doméstico, e outras tantas nos anos 2000, quando deslanchou a criar tendências de mercado consolidadas, como o iPod ou o iPad (confira a linha do tempo).


“A grande sacada da Apple foi se preocupar em fazer computadores acessíveis às pessoas. O computador não é inteligente, ele só faz o que é programado para fazer. A inteligência que ele transmite depende da percepção de quem o programou. E o Jobs foi o cara que mais teve essa preocupação de tornar os computadores funcionais”, defende o professor Daniel Couto Gatti, chefe do departamento de computação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.


A história de Jobs é peculiar: filho do professor sírio Abdulfattah Jandali com a estudante Joanne Simpson, foi entregue à adoção porque os pais da garota não aprovavam a relação nem a gravidez indesejada da menina. Foi rejeitado pelo primeiro casal de pais, que esperavam uma menina, e adotado por Paul e Clara Jobs. Aos 17 anos, entrou para o Reed College, mas não pode concluir o curso. “Eu não tinha um quarto no dormitório e dormia no chão de quartos de amigos. Eu recolhia garrafas de coca-cola para ganhar 5 centavos e comprar comida. E andava 11 quilômetros todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare krishna. Eu amava aquilo”, contou Jobs, no discurso de formatura da Universidade de Stanford, da turma de 2005.


Dentro da Apple, Jobs é ao mesmo tempo amado e temido. Tinha fama de ter um temperamento explosivo e perdeu colaboradores importantes por isso. Também era acusado de ser ególatra, de demitir pessoas sem motivo, de ser obsessivamente perfeccionista (o iPhone demorou 3 anos para ficar pronto por conta desta obsessão), mas era capaz de momentos de delicadeza inesperados e de abrir os trabalhos para diálogo.


Em 1985, quando saiu da Apple (antes que o demitissem), era considerado “improdutivo e incontrolável”. O que os chefes não conseguiam ver naquela época é que a função de Jobs era adiantar tendências, não sentar e criá-las de punho. Segundo um dos seus biógrafos não autorizados, Leander Kahney, Jobs “é um obsessivo temperamental que construiu uma série de parcerias produtivas com gênios criativos”. Ele trabalhou com gente criativa e sabia fazer propaganda dos produtos dele, torná-los irresistíveis.


“Jobs foi uma figura inspiradora tanto para dentro da Apple quanto para fora. Ele fez com que os funcionários dele buscassem a inovação e com que as pessoas desejassem esses produtos. Grande comunicador, agregou valor a produtos que podem nem ser os melhores do mercado, mas marcam um estilo de vida”, defende o professor Julio Moreira, da Escola Superior de Propaganda e Marketing. “A forma como ele trabalhava motivava as pessoas a trabalhar mais, a buscar mais inovações. Com a saída dele as coisas podem ficar diferentes, mas muito se falou quando o Bill Gates deixou a Microsoft, e ela continuou existindo”, complementa o professor Gatti.


Leia mais: Os gênios também sofrem

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Mulher Cristã: Dúvidas esclarecidas


“Ele só pensa em sexo”
Há um ano conheci um rapaz e achei que ele estivesse interessado por mim, mas com o passar do tempo observei que o verdadeiro interesse era por sexo. Fiquei muito desapontada, mas ainda assim resolvi pagar para ver. Fui alimentando esta situação, saíamos, fazendo-o pensar que ia rolar algo, mas meu objetivo era fazer com que ele me conhecesse melhor. Acreditava que, se me conhecesse mais, começaria a ter um interesse além de sexo. Quando eu lhe dizia que não ia rolar isso, ele ficava tão irritado e eu acabava contornando a situação, dizendo sempre que na próxima vez iria acontecer.


Um dia conversei sobre o que ocorria, esclareci que estava na Igreja. Ele não entendeu, ficou muito irritado, nos magoamos, e agora, quando o vejo, simplesmente vira a cara demonstrando somente o que eu já sabia: que não significo nada.


Não sou mulher de me humilhar pedindo para homem nenhum ficar comigo. Você acha que eu errei tomando essa atitude de segurar um homem pensando que ele poderia me amar? E agora, como faço para acabar com esse sofrimento?
Amiga,
Por e-mail


Querida amiga,
Sim, você errou. Valorize-se como mulher. Faça o que agrada a Deus colocando como prioridade a sua vida espiritual, vivendo pela fé e não pela emoção que levou você a esse sofrimento. Pense, use a sua inteligência antes de tomar uma decisão em relação a sua vida.


“Ele é acomodado”
Meu marido está desempregado há dois anos e tem ficado muito desanimado. Na verdade, às vezes o acho meio acomodado, pois já sugeri que abrisse o seu próprio negócio, que o ajudarei com o que puder. Todas as vezes que conversamos sobre isso ele fica agressivo, diz que eu estou “forçando a barra”. Amiga, tento incentivá-lo porque temo pela baixa autoestima na qual ele vem entrando. Como devo me comportar?
Amiga,
Por e-mail


Querida,
Quando as palavras não resolvem devemos partir para a oração. Use a sua fé e Deus irá honrá-la.


“Não creio que estou errada”
Tenho visto o bispo Macedo falando que muitas mulheres de Deus estão sozinhas aos 30, 35 anos, pelo fato de não se preocupar com a vida sentimental. Ao mesmo tempo vemos muitas esposas de pastores ensinando que não devemos nos preocupar com essa área da vida. Não creio que seja errado uma mulher cheia do Espírito Santo, fiel a Deus, ver o tempo passar e não alcançar uma vida sentimental abençoada, lutar e cobrar de Deus essa bênção na vida.
Não podemos deixar o sentimento de ansiedade dominar a nossa vida, mas, se preocupar, eu creio que devemos sim. Só estou sendo sincera naquilo que eu penso. Caso eu esteja errada, peço que o Espírito de Deus me corrija.
Amiga,
Por e-mail


Amiga,
Uma coisa é lutar pela vida sentimental e outra, totalmente diferente, é se preocupar.

domingo, 4 de setembro de 2011

Nova paisagem no sertão baiano


A Fazenda Canaã, situada no município de Irecê, na Bahia, desde a sua fundação já beneficiou milhares de pessoas entre familiares, alunos e moradores

Ivonete Soares e Ticiana Bitencourt

redacao@folhauniversal.com.br


No final dos anos 90, o município de Irecê, localizado na região semiárida da Bahia, sofreu uma das piores secas da história. O local, que já foi considerado o primeiro produtor de feijão do Nordeste e o segundo do Brasil, na ocasião, passava por momentos bem difíceis e era castigado duramente com as secas, deixando o solo praticamente infértil.


O problema foi tema de reportagens especiais que comoveram o País inteiro. Na ocasião, ações foram promovidas pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), em parceria com a “Rede Record de Televisão”, e mobilizaram todo o País, enviando alimentos não perecíveis, água, roupas e produtos de higiene pessoal às regiões mais afetadas. O programa, no entanto, era de caráter emergencial, com benefícios apenas temporários, que só serviram para minimizar os problemas causados pelas secas, sem trazer uma solução.


Foi quando o líder da IURD, bispo Edir Macedo, teve a ideia de construir em Irecê um espaço que pudesse levar vida e esperança àqueles moradores. Com o total apoio do hoje senador bispo Marcelo Crivella, que empenhou-se no projeto, foi adquirida uma propriedade com área aproximada de 490 hectares, que recebeu o nome de Fazenda Nova Canaã.



Dedicação integral


Alimentação e educação foram as metas primordiais do projeto diferenciado e arrojado que surgiu no ano de 2000 e, hoje, 11 anos depois – comemorados recentemente com uma bela festa no local –, através do Centro Educacional Betel (CEB), atende quinhentas crianças em período integral (das 7h às 16 horas), de segunda a sexta-feira, as quais frequentam desde o jardim da infância até o sétimo ano do ensino fundamental. Elas ainda contam com assistência médica, odontológica e, no local, fazem quatro refeições diárias, recebem um kit de higiene individual, material didático e uniforme (confeccionado no próprio projeto). Ao retornar para casa, todos os alunos recebem um saco de pães (preparados e assados na própria fazenda), para ajudar na última refeição diária da família.


Segundo Manoel Gonzalez, diretor-executivo da Fazenda, o objetivo da escola é promover desenvolvimento social e físico, por meio de uma vida escolar completa. As crianças que permanecem na Fazenda são transportadas dos bairros e povoados onde residem até o CEB nos seis ônibus da escola. Chegam às 7 horas, fazem a primeira refeição, depois se dirigem a um dos pátios principais, oram e cantam os hinos nacional e de Irecê (às quartasfeiras). Em seguida, vão para o banho, depois participam das aulas em suas respectivas salas.


Das 11h às 13 horas, almoçam e descansam. À tarde, as crianças maiores participam de atividades extracurriculares, tais como, natação, judô, capoeira, futebol, dança, teatro, entre outras, e também de aulas de reforço para as que necessitam. Ainda neste período, há o intervalo para o lanche. As crianças de 3 e 4 anos se divertem na brinquedoteca e no parque de diversões, além de outras atividades pedagógicas e recreativas.


Regularmente, as crianças são levadas aos consultórios pediátricos e aos dentistas instalados na própria Fazenda. Todos os exames e remédios receitados pelos médicos são providenciados pela administração da Fazenda, assim como os óculos solicitados por oftalmologistas conveniados à instituição.


Complementando a base educacional, a Fazenda ainda dispõe de uma biblioteca, com espaço para jogos educativos, sala de vídeo, refeitório, lavanderia, cozinha e quatro escovódromos, através dos quais cerca de 100 crianças podem escovar os dentes ao mesmo tempo.



Uma fazenda completa


Baseada na experiência dos kibutzim israelenses para irrigar o deserto, a Fazenda Nova Canaã buscou água no subsolo do sertão da Bahia, para um sistema de irrigação que funciona por meio de gotejamento, e que hoje produz milho, aipim, feijão, abóbora, cenoura, beterraba, melancia, entre outras frutas e legumes.


Além disso, a Fazenda possui um rebanho de duzentas cabeças de gado leiteiro e de corte, que produz 5 mil litros de leite por mês. O leite retorna pasteurizado e em forma de iogurte para o consumo das crianças na escola.


Outros animais também são criados na Fazenda. São aproximadamente 60 ovelhas e 50 porcos utilizados para o consumo por parte dos trabalhadores e para venda, gerando recursos para o projeto. As ovelhas também são úteis na manutenção das plantações.


A Fazenda possui, ainda, um espaço reservado para a criação de galinhas. Hoje já são mais de 200 animais da espécie. Elas produzem mais de cem ovos por semana, que são utilizados nas refeições da escola e dos funcionários.


Além de todos estes animais, o projeto possui uma criação de peixes em um de seus reservatórios. Eles são utilizados para o consumo dentro da própria Fazenda.


Consciência ambiental



Ainda de acordo com Gonzalez, há algum tempo a Fazenda está desenvolvendo a produção experimental de matéria-prima para biodiesel. Engenheiros agrícolas acompanham o cultivo de 14 hectares de mamona irrigada.


O biodiesel é um combustível renovável e biodegradável, derivado de óleos vegetais ou de gordura animal, utilizado em motores diesel, como substituto parcial ou integral do óleo mineral. Por ser um combustível de queima limpa, a utilização integral do biodiesel em motores diesel permite uma redução de até 78% nas emissões de monóxido de carbono.


Segundo o diretor-executivo da Fazenda, todo material colhido será oferecido a uma usina que se estabeleceu na região e influenciou a produção dessa cultura em propriedades do semiárido baiano. Outras culturas, como o algodão e o girassol, também serão cultivadas com a mesma finalidade.


Com a iniciativa, explica Gonzalez, a Fazenda acompanha o desenvolvimento agroindustrial brasileiro e cria uma alternativa de obtenção de renda para o projeto social.


AMC na Fazenda


Recentemente, a presidente da AMC (Associação de Mulheres Cristãs), Rosana Oliveira, atenta aos problemas sociais, visitou a Fazenda a convite da direção. Na oportunidade, ela participou de um evento especial em comemoração ao “Dia do Circo”, promovido pelas professoras do CEB.


Durante a programação, peças de teatro, brincadeiras com palhaços e diversas apresentações musicais compuseram o cenário da alegria que, aliás, era notória no rosto de cada criança ali presente.


Rosana contou que a AMC está com um projeto direcionado à Fazenda, que será estendido às mães e lhes dará a possibilidade de aprender a realizar trabalhos manuais. O material será enviado à Fazenda, e voluntárias do local ensinarão essas mães a confeccionar peças de utilidade, as quais, com a venda, ajudarão na renda familiar.


“É um projeto grandioso, e vamos orar para que tudo dê certo”, completou Rosana que, na ocasião, orou em favor de todos os presentes e, ao final, entregou às crianças algumas lembranças, como 600 Bíblias e 600 prendedores de cabelos, além de delícias de chocolate e cerca de 4 mil sobremesas lácteas.

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